Conferência Distrital de Promoção da Igualdade Racial

Conferência Distrital de Promoção da Igualdade Racial

Nos próximos dias 24 e 25 será realizada a Conferência Distrital de Promoção da Igualdade Racial. O encontro é aberto a toda sociedade civil, movimentos sociais, sindicatos e outros segmentos da sociedade e tem como objetivo eleger os delegados à III Conferência Nacional de Combate ao Racismo – Conapir, que será realizada de 5 a 7 de novembro deste ano. A etapa distrital da Conferência será no auditório da Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação – EAPE, na 907 Sul.

Trabalhadores CUTistas já elegeram um conjunto de propostas organizadas em torno de três eixos – saúde, educação e trabalho – para serem apresentadas e debatidas nas etapas estadual e distrital da Conferência. Entre os pontos, estão a regulamentação dos artigos que tratam da saúde no Estatuto da Igualdade Racial; a inclusão da história da África e dos afrodescendentes entre as questões nas provas externas ao Ministério da Educação e Cultura, nos vestibulares, no Enem e nos exames simulados das escolas privadas; e o oferecimento ao acesso a linhas especiais de financiamento nos bancos públicos para empresas que aplicarem políticas de igualdade racial.

As inscrições são gratuitas e serão realizadas no local da Conferência nos dias 24 e 25 de agosto, a partir das 8h.

O negro no Brasil e no DF
A desigualdade entre brancos e negros no Brasil é uma realidade. De acordo com pesquisa da Secretaria de Assuntos Estratégicos –SAE , apesar de serem mais da metade da população brasileira (51%), os negros representam apenas 20% dos brasileiros que ganham mais de dez salários mínimos e 13% dos negros com idade a partir de 15 anos ainda são analfabetos.

Pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que, em 2011, no DF, os negros representavam 68,0% da População em Idade Ativa (PIA) e 69,2% da População Economicamente Ativa (PEA). O estudo ainda mostra que os negros são os maiores alvos do desemprego (13,0% negros e 11,1% não negros).

Nota-se ainda a desproporcionalidade da participação de negros e não negros assalariados no setor público: enquanto 28,7% do total de ocupados não negros estavam empregados nesse setor, a proporção de negros era de 19,8%, indica o Dieese.

Os negros também recebem menos que os não negros. Em 2011, o rendimento médio por hora de negros (R$ 10,49) representa 65,4% do rendimento dos não negros (R$ 16,05).


Secretaria de Comunicação da CUT Brasília