Sindicato defende curso contra assédio em seleção na Previ e repudia declarações de Bolsonaro

Sindicato defende curso contra assédio em seleção na Previ e repudia declarações de Bolsonaro Destaque

Sindicato defende curso contra assédio em seleção na Previ e repudia declarações de Bolsonaro



As mulheres são as vítimas mais frequentes do assédio moral e sexual no ambiente de trabalho. E 52% delas já foram assediadas sexualmente. Os dados são do Tribunal Superior do Trabalho (TST), concluídos em uma série de reportagens especiais sobre o tema, e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), respectivamente. Portanto, é no mínimo constrangedora e infeliz a declaração do presidente Jair Bolsonaro, feita às vésperas do Dia Internacional da Mulher, em relação à seleção em curso na Previ.

No comentário, gravado nas redes sociais, Bolsonaro criticou a exigência, em edital, de cursos de diversidade e prevenção ao assédio moral e sexual, como pré-requisitos para vaga de assistente técnico da Previ, voltada para funcionários do Banco do Brasil.

Ele disse que está intervindo junto ao BB para acabar com este tipo de obrigatoriedade.

E deu um conselho aos funcionários a entrarem na justiça contra o BB e a Previ: “Se porventura alguém for aprovado em um concurso que for exigido esse diploma, tu pode entrar na Justiça que tu vai ganhar”.

“Na contramão da história, um presidente claramente contrário aos direitos dos trabalhadores vem agora querer impedir que temas tão importantes sejam tratados nos processos seletivos. Nós, funcionários do BB e associados da Previ, entendemos ser fundamental toda iniciativa que vise combater o assédio sexual e moral”, enfatiza o secretário de Imprensa do Sindicato e conselheiro deliberativo eleito da Previ, Rafael Zanon.

Flagelo a ser combatido

O assunto assédio está na ordem do dia da categoria como um dos principais flagelos a ser combatidos. Na pesquisa “100% não é mais o limite: Riscos psicossociais do trabalho bancário”, feita pelo Sindicato em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), cerca de 60% dos trabalhadores afirmaram já ter sofrido assédio moral e 80% disseram conhecer colegas que foram vítimas.

O Sindicato também tem uma luta permanente para combater qualquer tipo de discriminação, promovendo a igualdade de tratamento e oportunidades, especialmente entre os bancários e bancárias.

Ações judiciais

De acordo com o TST, a maioria das ações por assédio moral que correm na Justiça do Trabalho são ajuizadas por mulheres. E os casos são variados, envolvendo apelidos maliciosos, atitudes racistas, discriminatórias ou homofóbicas, exigência do cumprimento de tarefas desnecessárias ou, ao contrário, ausência de atribuição de serviços e isolamento do empregado.

Da Redação