Presidente do BB diz que seu desejo é ver o banco privatizado

Presidente do BB diz que seu desejo é ver o banco privatizado Destaque

Presidente do BB diz que seu desejo é ver o banco  privatizado

 

Em entrevista publicada pelo jornal Valor Econômico nesta quinta-feira (14), o presidente do Banco do Brasil Rubem Novaes disse que raciocina sempre levando em conta que a privatização do banco um dia virá. Demonstrando completo desconhecimento e total desprezo em relação aos quase dois séculos de história da instituição, ele manifestou opinião de que, privatizado, “o BB seria mais eficiente, ganhariam os funcionários, ganharia todo mundo”.

O executivo aceita, a contragosto, a tese de que o país não está preparado para a privatização do banco já, mas confessa que conta com a concretização dessa ideia “um dia”.

As declarações do presidente do BB foram dadas no momento em que o balanço do exercício de 2018 do banco foi divulgado, com registro de lucro líquido de R$ 13,5 bilhões – alta de 22% em relação ao ano anterior.

Para o Sindicato, é inconcebível ter na presidência do banco público um privatista que se orienta por suas convicções ideológicas, colocando-se em contraposição ao papel que a instituição de fato cumpre. “Se o sujeito é contra a existência de banco público, não conhece e sequer reconhece que ele tenha alguma função, não deveria estar ocupando a presidência, a não ser que tenha sido colocado ali com a única finalidade de desfigurar a instituição para vendê-la ou oferecer seu espaço no sistema financeiro à iniciativa privada”, diz o funcionário do BB e diretor do Sindicato Kleytton Morais.

Rubem Novaes arvorou-se, inclusive, a apontar a privatização como positiva também para os funcionários e para a sociedade, embora não tenha indicado uma única das supostas vantagens. “As declarações deste senhor são completamente vazias, ele não apresenta fundamentos para suas opiniões a respeito do sistema financeiro público e do Banco do Brasil. É leviano ao colocar em xeque a eficiência do banco público baseado apenas em suas convicções e não demonstra credenciais para indicar o que é melhor para a sociedade e para os bancários”, salienta o secretário de Imprensa do Sindicato, Rafael Zanon, também funcionário do BB.

Em Brasília, os bancários do BB criticaram fortemente a fala do presidente do banco durante o ato do Dia Nacional de Luta contra os descomissionamentos, realizado em frente ao Edifício Sede do BB nesta quinta (14).

Evando Peixoto
Colaboração para o Seeb Brasília