As bancárias e os bancários de todo o país vão cruzar os braços nesta quinta-feira, 20 de agosto, em uma paralisação de 24 horas em defesa da valorização profissional, dos direitos da categoria e de uma Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) que respeite os trabalhadores. Em Brasília, a decisão foi ratificada com 95% dos votos em assembleia virtual realizada pelo Sindicato na noite desta quarta-feira (19).
O indicativo de paralisação havia sido aprovado pela categoria no DF na segunda-feira (17), com 89,67% dos votos. Na mesma assembleia, 97,61% dos bancários rejeitaram o modelo de construção da proposta econômica da CCT apresentado pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
A forte rejeição fez a Fenaban recuar em pontos considerados inaceitáveis pela categoria. Na negociação realizada na terça-feira (18), os bancos retiraram as propostas de reajustes por faixas salariais, de fragmentação do reajuste dos vales-refeição e alimentação entre cidades maiores e menores e de congelamento do piso de ingresso para os novos bancários.
Apesar do recuo, a representação dos bancos não apresentou qualquer proposta de índice de reajuste nesta rodada de negociação. Sob a alegação de estar negociando de boa-fé, a Fenaban chegou a questionar a razão da paralisação de 20 de agosto, mesmo depois de o movimento ter sido aprovado por cerca de 90% da categoria nas assembleias.
> Leia aqui a matéria completa sobre a última negociação com a Fenaban
A paralisação é uma resposta à postura dos banqueiros e à falta de respeito e valorização das bancárias e dos bancários. “Será um dia de indignação e muita luta para impedir retrocessos e pressionar os bancos por uma proposta que valorize efetivamente quem constrói, todos os dias, os resultados do sistema financeiro”, reforça Rodrigo Britto, presidente do Sindicato e da Federação dos Bancários do Centro-Norte (Fetec-CUT/CN).
Uma nova rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban está marcada para a próxima segunda-feira (24).
ORIENTAÇÕES PARA A PARALISAÇÃO
A Constituição Federal e a Lei de Greve (Lei nº 7.783/1989) garantem o direito de greve. Para que a mobilização seja forte e efetiva, o Sindicato orienta toda a categoria:
• A greve é de todos. É fundamental que cada bancária e cada bancário faça a sua parte para que a categoria alcance seus objetivos.
• Não trabalhe durante a paralisação. Não bata ponto, não atenda clientes, não execute tarefas, não resolva pendências e não trabalhe remotamente. Paralisação significa parar de verdade.
• Não aceite convocações para trabalhar durante a greve. Caso seja convidado a trabalhar, registre a mensagem, com data e horário, e encaminhe ao Sindicato.
• Denuncie assédio moral, ameaças ou qualquer tipo de coação para furar a greve, trabalhar em outro local ou acessar os sistemas remotamente.
• Não trabalhe de casa. O trabalho remoto durante a paralisação enfraquece a mobilização e desrespeita o esforço dos colegas que estão participando da greve.
• Confie somente nas informações oficiais do Sindicato. Os bancos poderão tentar confundir ou desmobilizar a categoria.
• Em caso de presença da polícia ou de oficial de Justiça na agência, mantenha a calma e evite confronto. Solicite a identificação do oficial de Justiça, leia integralmente o documento apresentado, anote os dados e comunique imediatamente o coordenador e o Sindicato.
• Converse com os colegas sobre a importância da unidade da categoria e incentive a participação nas manifestações e atividades organizadas pelo Sindicato.
• Dialogue com os clientes, explicando os motivos da paralisação e os problemas enfrentados pela categoria, sempre buscando prestar os esclarecimentos necessários.
• Permaneça no comitê de esclarecimento pelo menos até as 16h.
• Participe das atividades, reuniões e assembleias convocadas pelo Sindicato. Esses espaços são fundamentais para avaliar a mobilização e definir os próximos passos da luta.
• Tenha sempre à mão os telefones do Sindicato: 3262-9000 e 3262-9090.
• Ponto, falta e abono: o ponto poderá ser abonado ou não. Eventuais faltas serão posteriormente discutidas com os bancos para fins de abono ou compensação. Neste momento, o fundamental é garantir a ampla adesão à paralisação.
• O dia é para incomodar: A mobilização tem justamente o objetivo de pressionar os banqueiros, provocando desgaste e problemas operacionais. Essas consequências fazem parte da estratégia de luta da categoria. As questões relacionadas ao dia de paralisação serão tratadas posteriormente.
• O mais importante é parar de verdade: não trabalhar, não bater ponto, não atender, não executar tarefas, não resolver problemas, não trabalhar remotamente.
Nesta quinta-feira (20), é dia de PARALISAÇÃO! É dia de indignação e luta por respeito e valorização.
Da Redação
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