Comissão da Verdade se reúne com líderes comunitários do quilombo Mesquita

Um grupo de consultores da CVN/SBB esteve ontem (07) em visita à comunidade quilombola do Mesquita com o objetivo de reunir as lideranças comunitárias e discutir os principais desafios enfrentados ao longo dos 270 anos de existência.

Com aproximadamente 1.200 famílias, 785 residentes e outras 435 em êxodo temporário para outros estados do Goiás, o Mesquita como também é conhecido foi erguido pela força da história da família Pereira Braga.

Apesar do Decreto Presidencial 4.887/2003, que regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos, a comunidade enfrenta seus piores inimigos como a desapropriação das terras e a violenta especulação imobiliária comandada por grileiros que agem na região.

Fazendeiros de plantio de soja estão invadindo criminosamente o espaço e afetando a agricultura familiar dos quilombolas pelo uso constante de agrotóxicos, que impedem a prática da agricultura familiar que permitia aos quilombolas a autonomia no cultivo e abastecimento de arroz, feijão e abóbora para toda comunidade.

Origem das terras documentada – A Fazenda Mesquita, segundo consta no Registro Paroquial 126 da Diocese de Santa Luzia, hoje Luziânia (GO), foi adquirida em 27 de janeiro de 1855 por Delfino Pereira Braga, que na época era o tesoureiro da Igreja do Rosário.

Desde então, por sucessão, esse terreno  que pertence por direito à tradicional família Pereira Braga, é considerado tradicional e reconhecido pelo Governo Federal, por meio da Fundação Cultural Palmares (FCP/Minc), por seus mais de três séculos de história.

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