Sindicato visita mais seis cidades do DF, levando esclarecimentos sobre a Campanha

Sindicato visita mais seis cidades do DF, levando esclarecimentos sobre a Campanha Destaque

Sindicato visita mais seis cidades do DF, levando esclarecimentos sobre a Campanha



Em mais um dia de visitas às agências bancárias do DF, os diretores do Sindicato estiveram nesta sexta-feira (3) em Samambaia, Riacho Fundo, Núcleo Bandeirante, Candangolândia, Guará e Sudoeste. O andamento da Campanha Nacional 2018 foi o principal assunto abordado, juntamente com esclarecimentos sobre a intransigência dos banqueiros, que mesmo com lucros nas alturas insistem em não atender as reivindicações dos bancários e bancárias.    

“Além disso, informamos que os bancos continuam com demissões em massa, sem reposição de funcionários, o que prejudica tanto os trabalhadores como a população em geral, uma vez que essa medida precariza o atendimento, provocando filas mais longas e, consequentemente, mais tempo de espera”, pontuou Raquel Lima, diretora do Sindicato.   

Raquel, que também é bancária do BRB, disse ainda que as negociações com o banco não têm avançado e pediu a todos para acompanharem as notícias do andamento da campanha no site do Sindicato. “Temos de nos unir para reforçarmos a luta pela manutenção do nosso acordo coletivo e de nossos direitos”.

Taxas e tarifas

Secretário de Cultura do Sindicato e bancário do Itaú, Sandro Oliveira reiterou que uma das principais reivindicações da categoria é a diminuição das tarifas e juros bancários, “que crescem mais que a inflação”. Ele criticou que, “independentemente da situação econômica do país, os bancos mantêm os lucros exorbitantes à custa dos trabalhadores, dos clientes e usuários”.

O dirigente sindical convidou a população a se engajar nesta luta, “porque é um absurdo o que acontece no Brasil. Instituições financeiras, que são concessões públicas, deveriam ter um olhar mais carinhoso com a sociedade, no mínimo gerando mais empregos e não fechando agências, demitindo funcionários e sobrecarregando os que ficam”.

Péssimo atendimento

Kleytton Morais, diretor do Sindicato e funcionário do BB, endossou: “Estamos percorrendo todas as unidades e agências bancárias de atendimento ao público desde o início de junho, para alertar a população que nós estamos num processo de campanha nacional. E para denunciar as altas tarifas e os juros exorbitantes cobrados pelas instituições financeiras no Brasil”.  

“Não podemos admitir que bancos, como o Itaú, por exemplo, que lucra mais de R$ 12 bilhões no semestre, continuem, em contrapartida, prestando um péssimo atendimento à população, demitindo os trabalhadores e desativando postos de trabalho. A sociedade precisa ter clareza disso”, enfatizou Kleytton.

Sem PLR e incorporação de função

Já Francinaldo Costa, diretor da Fetec-CUT/CN e empregado da Caixa, informou que nesta quinta-feira (2) foi realizada mais uma rodada de negociação com o banco, mas “infelizmente até o momento só tivemos negativas por parte da empresa. A Caixa não assegurou o pagamento da PLR, nos moldes atuais. Outra questão que tem nos afligido é a CGPAR 23, que retira direitos no nosso plano de saúde. E outro item preocupante é a incorporação de função, também negado pelo banco”.

A questão da CGPAR 23 foi esclarecida pela diretora do Sindicato e empregada da Caixa, Helenilda Cândido. Ela explicou que a implementação da resolução significa redução da contribuição do patrocinador; impedimento do benefício pós-laboral; exclusão do benefício para novos funcionários; e cobrança por dependentes. “Esses são alguns dos ataques trazidos pela CGPAR 23, cujo objetivo segue a lógica de retirada de direitos do governo ilegítimo de Temer”, criticou. 

Mariluce Fernandes
Do Seeb Brasília