Sindicato trata de processos seletivos em reunião com o BRB

Sindicato trata de processos seletivos em reunião com o BRB Destaque

Sindicato trata de processos seletivos em reunião com o BRB



O Sindicato se reuniu na quarta-feira (21) com uma comissão do BRB e com as diretoras de Pessoal e de Crédito e Clientes do banco para apresentar as demandas e sugestões dos funcionários sobre processos seletivos.

Os diretores do Sindicato ressaltaram a importância de o banco fazer processos seletivos e disseram que a reunião foi chamada para aproximar os processos e intenções do banco com aquilo que o corpo funcional entende que pode ser aprimorado.

O Sindicato informou à instituição financeira que a maior insatisfação dos trabalhadores era com a falta de informação mais criteriosa e transparente sobre cada etapa ou procedimento dos certames. O diretor da Fetec-CUT/CN Ivan Amarante disse que alguns funcionários afirmaram ser necessário o banco apresentar um padrão para seus processos, que se sustente no tempo e não seja inovado a cada situação. “Assim, as pessoas buscariam preparo para a função almejada sem serem surpreendidos com mudanças de última hora”, argumenta o dirigente sindical.

BRB precisa valorizar funcionários

Os dirigentes sindicais expuseram que o BRB tem funcionários qualificados e, nesse sentido, processos bem estruturados podem contribuir muito para a instituição. Cida Sousa, diretora da Fetec-CUT/CN, disse que “o banco precisa de mecanismos que recuperem e tragam cada vez mais credibilidade aos processos seletivos, pois isso com certeza motivará as pessoas com relação às suas possibilidades dentro da instituição”.

Os diretores destacaram a capacidade de cada funcionário participante de processos recentes, tanto dos selecionados quantos dos demais. Para Ronaldo Lustosa, diretor do Sindicato, os processos seletivos devem valorizar a vitória de quem é selecionado e acrescentar valor a cada participante na medida em que recebam feedback sobre seu desempenho.

O banco disse que os processos foram bem-sucedidos, mas reconhece ter havido imperfeições que podem ser sanadas nas situações futuras.

Subjetividade foi discutida

Outra questão discutida foi quanto à subjetividade. De acordo com o diretor do Sindicato Daniel de Oliveira, “os processos vindouros devem envolver um maior grau de objetividade afastando os certames de questões pessoais ou subjetivas”.

O Sindicato defende que a área técnica do banco para seleção de pessoal, a Gedep, deve conduzir essas questões com a qualidade e o profissionalismo que tem - conduzindo os processos da forma mais técnica possível, com o respeito inclusive da diretoria do banco ao não entrar numa seara para a qual não está habilitada.

Banco de talentos

O Sindicato apresentou a reivindicação de que seja criado um banco de talentos e estabelecidas trilhas de encarreiramento. “O banco deve criar um banco de talentos acessível a todos os funcionários, para trazer a transparência almejada e instituir trilhas a cada função, para dar a segurança de que o esforço em se capacitar não será em vão, pois os requisitos e as exigências para aquela função já estarão definidos”, destaca Cristiano Severo, secretário-geral do Sindicato.

As diretoras representantes do banco expressaram suas razões. Disseram que o BRB concorda com a criação do banco de talentos e das trilhas e se demonstraram abertas à discussão.

Novo PCCR

Já há algum tempo tem rodado pelos corredores do BRB que um novo PCCR (Plano de Cargos, Carreira e Remuneração) seria implementado. Em função disso, o Sindicato solicitou posicionamento do banco a respeito do assunto. A comissão do BRB não apresentou nenhuma informação.

Os dirigentes sindicais apresentaram o entendimento de que um PCCR deve ter em vista o fortalecimento da instituição por meio de seu corpo funcional, apresentar no horizonte regras claras para o encarreiramento e oferecimento de condições para o crescimento de cada profissional.

Os diretores do Sindicato perguntaram sobre a dúvida de alguns trabalhadores a respeito da possibilidade de descomissionamentos em função do PCCR. As diretoras registraram que esse não é o objetivo.

Por fim, o Sindicato esclareceu que nem ele nem os funcionários do BRB poderão admitir que um PCCR busque fazer economia às custas dos trabalhadores ou traga possibilidades de descomissionamentos e rebaixamentos ao invés de trazer horizontes mais claros e animadores ao corpo funcional.

Da Redação