Seminário de Saúde propõe criar redes de indignação para impedir adoecimento do trabalhador

Seminário de Saúde propõe criar redes de indignação para impedir adoecimento do trabalhador Destaque

Seminário de Saúde propõe criar redes de indignação para impedir adoecimento do trabalhador



A saúde do trabalhador bancário também foi tema de debate do ciclo de seminários que a Federação dos Bancários do Centro Norte (Fetec-CUT/CN) abriu nesta terça-feira 27 em Brasília. No evento, analistas e dirigentes discutiram o cenário de precarização imposto ao trabalhador e avaliaram as estratégias a serem tomadas pelos sindicatos.

Atualmente, alguns fatores contribuem notoriamente para o adoecimento do trabalhador bancário. Dentre eles, destacam-se as práticas de assédio moral - principalmente, as relacionadas ao controle e cobrança pelo atingimento das metas de produtividade - e projetos que precarizam a relação do trabalho, como a reforma trabalhista e liberação da terceirização.

A professora do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho da Universidade de Brasília (UnB), Ana Magnólia, apontou que esse cenário de adoecimento é estimulado pelo sistema capitalista que, ao longo do tempo, produziu um discurso capitalista colonial, que concebe a ideia de que o trabalhador não é suficiente.

Para a docente, essa falácia tem provocado a desmobilização e a patologia da indiferença. "Não devemos nos acuar com os discursos de ameaça, de medo e repreensão. Precisamos nos descongelar e criar uma rede de indignação. Com todo o retrocesso que está por vir, temos papel importante na resistência", disse.

Frente a essa conjuntura, a advogada Janaina Barcelos, da Boch Advogados, avaliou que, no âmbito jurídico, os sindicatos terão um grande desafio para resguardar sua base. "No próximo período, as entidades sindicais terão que reforçar a atuação em ações coletivas para, assim, remediar problemas que têm sido vivenciados por grande parte da categoria", finalizou.


Leandro Gomes
Colaboração para o Seeb Brasília