Secretário de Rollemberg defende privatização de empresas

Secretário de Rollemberg defende privatização de empresas Destaque

Secretário de Rollemberg defende privatização de empresas

Na edição de 30 de julho do jornal Correio Braziliense, o secretário de Economia e Desenvolvimento Sustentável do DF, Valdir Oliveira, afirmou que o GDF deveria vender estatais para fazer caixa. No dia 1º de agosto, outra nota apresentava que a proposta recebera manifestações de apoio. A mesma nota afirmou que alguns integrantes do governo demonstraram preocupação com a repercussão da posição do secretário.

A atitude do secretário é, no mínimo, estapafúrdia, pois o mesmo é funcionário de carreira do Banco do Brasil e vem a público defender privatização de empresas públicas. Outro fato estranho na posição do secretário é o fato de ele ser irmão do deputado distrital Chico Leite, cujos mandatos sempre se pautaram por uma postura de esquerda, contrária às privatizações. O deputado inclusive se manifestou dizendo que é radicalmente contra a privatização de empresas públicas como BRB, CEB e Caesb.

Porém, o que mais chama a atenção é a posição do governo Rollemberg, ou a falta dela, pois, em nenhum momento, algum integrante do governo rechaçou a ideia, e o que o jornal trouxe foi apenas o indicativo de que há preocupação com a repercussão da divulgação do pensamento do secretário.

“O Sindicato dos Bancários considera no mínimo negligente o governo de Rollemberg, filiado a um partido dito de esquerda, o PSB, que defende agenda contra a privatização de bens públicos. Se o governo não pensa em vender estatais, devia, no mínimo, se posicionar afirmando que a proposta de venda é a posição de um secretário e não do governo”, afirma André Nepomuceno, secretário de Bancos Públicos da Federação Centro Norte (Fetec-CUT/CN).

Para Cristiano Severo, secretário-geral do Sindicato, "se o governador realmente defende o BRB e outras empresas públicas, perdeu uma enorme oportunidade de deixar isso claro por ocasião da divulgação dos pensamentos do secretário Valdir, que, por ironia, é secretário de Desenvolvimento Sustentável, espaço em que o BRB poderia atuar com muita força”.

 

Ações do BRB não poderão ser transferidas ao Iprev-DF

Em decisão da Secretaria Nacional de Previdência, órgão do governo federal, as ações do BRB destinadas a fazer face ao empréstimo de R$ 483 milhões tomados pelo GDF ao Iprev-DF não poderão ser transferidas àquele departamento. A Secretaria considerou inadequado este ativo e cobrou do GDF que apontasse outros que pudessem assegurar o empréstimo.

Assim, a decisão tomada pela CLDF no final de 2016 perde efeito, e o risco de parte do BRB ser transferida ao Iprev-DF fica afastada. “Tal situação, embora seja um alívio para o BRB, não significa que devemos ficar tranquilos, pois há ocupantes do alto escalão do GDF que defendem a venda de estatais para fazer caixa, e o governo, como já fez em outras ocasiões, pode buscar outros mecanismos para buscar recursos. Devemos ficar atentos sempre", explica o diretor do Sindicato, Daniel de Oliveira.

 

Da Redação