Rollemberg ameaça aposentadoria dos servidores do GDF

Rollemberg ameaça aposentadoria dos servidores do GDF Destaque

Rollemberg ameaça aposentadoria dos servidores do GDF

Menos de três meses depois de forçar a aprovação às pressas da reforma da Previdência dos servidores do GDF, o governador Rodrigo Rollemberg agora avança sobre os recursos do Instituto de Previdência dos Servidores (Iprev-DF). Aprovando o orçamento de 2018, cuja votação foi adiada, o governador quer saquear R$ 1,7 bilhão que será desviado da aposentadoria dos servidores para custear gastos da máquina pública, em pleno ano eleitoral.

A ameaça às aposentadorias partiu de um ofício, enviado pela Secretaria de Planejamento ao presidente da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) da Câmara Legislativa, deputado Agaciel Maia (PR). "A justificativa usada pelo governo para colocar as mãos nos recursos do Iprev é que, com a unificação do Fundo Financeiro e o Fundo Capitalizado, a previdência dos servidores públicos teria se tornado autossustentável", diz a diretora da Fetec-CUT/CN Cida Sousa.

O secretário-geral do Sindicato, Cristiano Severo, avalia que “a medida pode trazer problemas estruturais à Previdência dos servidores, correndo-se o risco de que venha à tona, no futuro, como se viu nos debates em torno da aprovação da reforma proposta pelo GDF, a defesa de que as empresas públicas arquem, via privatização, com eventuais déficits do plano”. Cristiano acrescenta: “E o Sindicato não aceitará que esse debate prospere de forma alguma, dada a importância das empresas públicas. Nesse sentido, defenderemos o BRB até o fim”.

Garantias ao Iprev

Conforme já divulgado pelo Sindicato, a Secretaria de Políticas de Previdência Complementar do Ministério da Previdência já havia rejeitado a proposta aprovada pelos deputados distritais no final de 2016, que dava como garantia a um empréstimo do Iprev ao GDF, de R$ 493 milhões, ações do BRB. A lei, de iniciativa do governador Rollemberg, aprovada no final de 2016, determinou ainda a precificação das ações do BRB para a efetivação da transferência das ações.

Esta decisão federal de não aceitar as ações do BRB levou os distritais a aprovarem a alteração das garantias no último dia 6 de dezembro, sendo que, por decisão da CLDF, não mais serão repassadas ao Iprev ações do banco como garantia àquele empréstimo, mas sim imóveis do GDF.

Desta forma, o BRB se livra de mais esta iniciativa danosa de transferência de ações, o que poderia ser um precedente perigoso para uma venda futura, assim como está acontecendo com o Banco do Rio Grande do Sul, o Banrisul.

Da Redação