Reunião da Comissão Bipartite de Saúde do Trabalhador termina sem avanços

Reunião da Comissão Bipartite de Saúde do Trabalhador termina sem avanços Destaque

Reunião da Comissão Bipartite de Saúde do Trabalhador termina sem avanços



A reunião entre a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), representada pelo Coletivo Nacional de Saúde do Trabalhador, com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), realizada na terça-feira (28), em São Paulo, terminou sem avanços.

A Fenaban pediu mais tempo de amadurecimento dos bancos para a composição do formulário da pesquisa que se propõe a avaliar a efetividade do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), regulamentado pela Norma Regulamentadora (NR) 7 do Ministério do Trabalho e Emprego e previsto na cláusula 67ª da CCT 2016/2018, que tem como foco central políticas de prevenção.

Os representantes dos bancos ainda voltaram atrás e negaram a criação de um grupo de trabalho específico para discutir a pesquisa sobre os serviços médicos dos bancos, com a justificativa de que não teria como reduzir a bancada que já participar dos encontros.
“Eles haviam se comprometido a criar um grupo de trabalho para acelerar o processo de criação do formulário. Nossa avaliação é que com essa recusa, eles querem retardar a realização da pesquisa, ferramenta fundamental para solução de um problema que tem causado inúmeros conflitos e dificuldades para os bancários”, afirmou Walcir Previtale, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT.

Os afastamentos dos bancários também foram debatidos. Os trabalhadores propuseram iniciar o ano que vem com uma discussão para analisar as causas do adoecimento da categoria e propor políticas preventivas.

Mônica Dieb, diretora do Sindicato, destacou que há vários estudos e pesquisas acadêmicas realizados em todo o país que comprovam que a organização e a gestão do trabalho nos bancos adoecem a categoria. "Reiteramos em diversas reuniões com representantes dos bancos o pedido de acesso aos dados do adoecimento e aos programas dos bancos para intervir nas causas do adoecimento identificadas pela área de saúde ocupacional. A razão de ser do serviço médico ocupacional dos bancos é mapear os riscos e intervir para impedir que o bancário adoeça, esse deve ser o objetivo principal da área e da nossa negociação: a prevenção e a promoção da saúde".

A diretora conclui convocando a categoria para a mobilização sobre a questão da saúde e condições de trabalho: “A Saúde é um direito e temos que exigir dos empregadores o cumprimento da obrigação legal de proporcionarem um ambiente de trabalho saudável e seguro aos trabalhadores!”

Os dois assuntos voltam a pauta na próxima reunião, que será realizada em 2018. Os bancos ficaram de trazer suas ponderações quanto a proposta de questionário, com 21 questões, entregue pelos bancários em maio de 2017. Já os representantes dos trabalhadores trarão seus números tabelados de afastamentos. Eles reivindicaram que os bancos também apresentem seus números.

Da redação com informações da Contraf-CUT