Reunião com gerentes gerais do BRB cheira a assédio

Reunião com gerentes gerais do BRB cheira a assédio Destaque

Reunião com gerentes gerais do BRB cheira a assédio

No último dia 20, ocorreu uma reunião com os gerentes gerais do BRB no auditório da Gedep, na 411 Sul. Na ocasião, foram tratadas, entre outras coisas, o alcance das metas por parte das agências.

Embora a maior parte das agências do BRB apresente um quadro positivo quanto ao cumprimento de metas, o que aponta para um alto índice de atingimento por parte dos PAs, a reunião ficou marcada por uma situação inusitada em se tratando do BRB: os gestores estavam usando, no caso dos homens, gravata, e das mulheres, um lenço, de cores que corresponderiam ao nível das metas atingidas de seus respectivos PAs. Dentro da meta ou superior, a cor era verde; perto da meta com capacidade de atingi-la, o amarelo; e muito abaixo da meta, o vermelho.

Outras instituições financeiras já fizeram coisas parecidas, porém, no BRB, é a primeira vez que se percebe algo tão explícito assim. Segundo diversos gerentes, havia uma orientação originada da direção do banco para que os gestores se apresentassem assim na reunião.

“Tal atitude pode configurar uma ação de assédio. É no mínimo constrangedor que alguém use um adereço na vestimenta que o ridicularize. O Sindicato considera isso absolutamente ofensivo e agressivo contra trabalhadores que dão o sangue para atingir metas quase sempre absurdas”, critica o diretor do Sindicato Daniel de Oliveira.

“O Sindicato repudia atitudes como essa. Não é esse tipo de procedimento que estimulará o avanço no atingimento das metas. Pelo contrário, isso contribui é para inibir os gestores. Ao invés disso, o banco deveria era verificar o dimensionamento das metas para checar se elas estão em consonância com a realidade da região onde estão localizados os PAs. O não atingimento é, normalmente, em função de metas completamente descoladas da realidade de onde elas vão ser buscadas”, diz Samanta Sousa, diretora da Fetec-CUT/CN.

O Sindicato reforça que os funcionários como um todo, gestores e subordinados, em todas as unidades do banco, fazem “das tripas coração” para atingirem as metas propostas, e o mínimo que exige da direção do banco é respeito. Estes deveriam é ser constantemente elogiados por, em um ambiente de retração de negócios, conseguir atingir as metas propostas pelo banco.

Da Redação