Reestruturação do BB entra na fase de engessamento da estrutura estratégica

Reestruturação do BB entra na fase de engessamento da estrutura estratégica Destaque

Reestruturação do BB entra na fase de engessamento da estrutura estratégica



O processo de aniquilamento do potencial de atuação do Banco do Brasil no mercado financeiro, inclusive com o propósito de abrir e ampliar espaços aos bancos privados em nichos de mercado tradicionalmente ocupados pelo banco público, entra agora em nova fase, a de redução e remodelamento da estrutura estratégica da instituição.

Depois do corte na carne, que resultou em forte redução no quadro de pessoal, chegou a vez de cortar no osso, para extinção dos postos de trabalho vagos. Com isso, muda-se o desenho organizacional, alterando as dotações das unidades estratégicas. “A estrutura do banco fica engessada, comprometendo irremediavelmente sua capacidade operacional e suas condições de competitividade no mercado”, ressalta Rafael Zanon, diretor do Sindicato e membro da Comissão de Empresa do BB.

Mudanças constantes para "ficar bem" aos olhos do mercado

De imediato, o corte de vagas e a movimentação de pessoal afetam as unidades de tecnologia e estratégicas. As constantes movimentações criam clima de insegurança entre os funcionários e descontinuidade dos serviços.

A limitação da capacidade operacional das unidades tende a se consolidar em curto espaço de tempo, com reflexo negativo tanto na execução das funções do BB como agente público indutor do desenvolvimento econômico e social como no enfrentamento à concorrência acirrada dos bancos privados. Ao mesmo tempo, o anúncio recorrente de medidas visa garantir a "percepção" da atuação da direção da empresa atendendo os ditames do mercado.

Precarização e prejuízos

A fase anterior da reestruturação fechou agências, reduziu o quadro de pessoal e cortou postos de trabalho nas unidades de negócios. E, conforme observa Fátima Marsaro, diretora do Sindicato, “as consequências já se fazem sentir na perda de clientes, na precarização das condições de trabalho, na deterioração do atendimento e na destruição da imagem do banco perante a população”.

Programa de desligamento

O novo passo no processo de reestruturação, anunciado nesta quinta-feira (1º), também traz a possibilidade de os funcionários “excedentes” aderirem ao programa de desligamento voluntário. O Sindicato considera perniciosa a dispensa de pessoal, ainda que por programa de desligamento voluntário. A orientação da entidade aos funcionários que ainda não tenham condição de se aposentar é para que não se desliguem do banco.

“Aos que já estão aposentados pelo INSS ou que tenham condições de se aposentar pela Previ e estão interessados em aderir ao programa de desligamento, o Sindicato orienta analisarem os impactos financeiros com o fim do recebimento de auxílio alimentação, PLR e outras verbas remuneratórios, assim como os reflexos na Cassi e na Previ”, reforça Mônica Dieb, secretária de Saúde do Sindicato.

Excedentes de TI nas UE’s não podem ser afetados

Os funcionários oriundos da área de Tecnologia da Informação remanejados anteriormente da UGP, GOV-TI e outras para as unidades estratégicas não são alvos da reestruturação em curso e estão assegurados como TI, mesmo estando lotados em unidades estratégicas. Para os que estão enquadrados nessa situação, a remuneração não pode ser alterada, conforme definido na migração anterior. O Sindicato reivindicou, na última rodada de negociações, que os bancários enquadrados nessa situação sejam aproveitados, caso optem por isso, na Diretoria de Tecnologia.

Denuncie

Para denunciar, basta acionar a Central de Atendimento do Sindicato por telefone (3262-9090) ou por email (centraldeatendimento@bancariosdf.com.br). A identidade do bancário será mantida no mais absoluto sigilo.


Evando Peixoto
Colaboração para o Seeb