Reacender a unidade da luta sindical é o próximo passo para a garantia de direitos

Reacender a unidade da luta sindical é o próximo passo para a garantia de direitos Destaque

Reacender a unidade da luta sindical é o próximo passo para a garantia de direitos



Dando continuidade ao seminário “Volver a los 17, después de vivir un siglo”, promovido pela CUT Brasília nesta sexta-feira (14), a mesa do período da tarde trouxe João Felício, presidente da Confederação Sindical Internacional (CSI); Júlio Turra, dirigente da CUT e João Pedro Stédile, integrante da Coordenação Nacional do MST. No comando da mesa, Meg Guimarães, vice-presidenta da CUT Brasília, e Nilza Gomes, secretária de Formação da Central.

Em sua fala, Stédile citou Che Guevara: “Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros”. Para ele, somente a unidade de classe será capaz de barrar os retrocessos presenciados nos últimos tempos.

“Diante da conjuntura nacional e internacional, devemos sim, tomar como exemplo a revolução russa. Sem dúvida, os acontecimentos que marcaram o período nos ajudarão a entender os golpes à Constituição e à democracia que sofremos hoje. Mais que nunca, precisamos denunciar a retirada de direitos e a imprensa golpista, que tenta a todo custo criminalizar e calar os movimentos populares e sindical”, explica.

Para Júlio Turra, dirigente da Central Única dos Trabalhadores, o capitalismo avançado deve ser substituído pelo socialismo. “O capitalismo não é a melhor alternativa para a sociedade. Na verdade, ele será o grande responsável pelo colapso da humanidade. Precisamos nos preparar para a nossa revolução contra as reformas. Assim, como naquela época, o que motivou a revolução foi o desejo de uma vida digna, hoje, precisamos lutar contra os retrocessos impostos pelo governo golpista. A revolução russa não foi um movimento de intelectuais ou de um partido infalível. Esta grande revolução, representou a erupção das massas, assim como elas são, com sua miséria, seu analfabetismo e suas necessidades, junto em um único objetivo: pão, terra e liberdade. Os meses de revolução russa condensam de forma sucinta os dias atuais”, concluiu.

De acordo com João Felício, presidente da Confederação Sindical Internacional – CSI, a revolução do proletariado russo teve grande influencia na América Latina e nas demais lutas socialistas. Para ele, é inegável que se, atualmente existe algum direito para as mulheres, para os negros e demais direitos trabalhistas, certamente seu início se deu graças à luta dos companheiros 100 anos atrás. “A liberdade e a democracia são essenciais para evolução humana. Entretanto, a igualdade de direitos para todos, pregada pelo socialismo, deve ser vista mais profundamente. É preciso analisar cada pessoa individualmente, pois cada um tem dificuldades e necessidade diferentes. Caminhando lado a lado com a igualdade, é necessário existir a chamada justiça social. Diante dos retrocessos vividos, precisamos radicalizar na luta por direitos e ideais. A aprovação da nefasta reforma trabalhista, por exemplo, é a volta a época pré-revolução russa. Precisamos avançar na valorização e fortalecimento da esquerda e no combate em defesa da classe trabalhadora” explica.

O seminário “Volver a los 17, después de vivir un siglo” faz parte da fase preparatória que antecede o Congresso Estadual Extraordinário e Exclusivo da CUT Brasília que tem sua abertura logo mais, à noite. O evento terá a duração de três dias, na sede da Cesir/Contag (SMPW quadra 1, conjunto 2, lote 2 – Núcleo Bandeirantes – DF). Além disso, poderá ser acompanhado AO VIVO pelo facebook.com/cutbrasiliaoficial.

Fonte: CUT Brasília