Planos de saúde lideram ranking de reclamação de consumidores do Idec

Planos de saúde lideram ranking de reclamação de consumidores do Idec Destaque

Planos de saúde lideram ranking de reclamação de consumidores do Idec

Produtos e serviços regulados pelo governo federal lideram o ranking de reclamações. Para Elici Bueno, coordenadora executiva do Instituto, isso mostra a ineficiência das agências reguladoras



Os planos de saúde lideram o ranking de reclamações de consumidores do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) pelo sexto ano consecutivo, com 23,4% do total das queixas recebidas pelo Instituto em 2017.

A maior parte das reclamações dos consumidores é sobre reajuste abusivo dos planos, especialmente empresariais e coletivos. Os usuários também reclamam das negativas de cobertura e falta de informações sobre os planos.

“É histórico que esse tema esteja entre os mais problemáticos em nossos atendimentos. A maioria das dúvidas que chegam diz respeito aos reajustes abusivos, principalmente os de planos empresariais ou coletivos, negativas de cobertura e problemas com a ausência de informações adequadas sobre os planos”, explica Igor Marchetti, advogado e analista de relacionamento com o associado do Idec.

Problemas na compra de produtos

Em segundo lugar no ranking do Idec estão reclamações relacionadas à compra de produtos (18,8%), setor que ultrapassou o ramo dos serviços financeiros.

Os consumidores reclamaram de produtos com defeito, descumprimento de oferta e falha nas informações prestadas pelas empresas.

Instituições financeiras e telecomunicações

Em terceiro lugar ficou o ramo financeiro, com 16,7%. As instituições financeiras foram vice-líderes em queixas nos dois anos anteriores. A maior parte dos problemas é relacionada a problemas com cartão de crédito, conta corrente e crédito pessoal.

O quarto colocado foi o setor de telecomunicações - telefonia móvel e fixa e TV por assinatura -, com 15,8% das reclamações. A TV por assinatura é a maior fonte de reclamações, seguida pelos problemas com telefonia e internet.
O Idec, que divulgou os dados nesta segunda-feira (12), registrou em 2017 um total de 6,5 mil atendimentos, dos quais 3.792 foram sobre dúvidas de consumo.

Serviços essenciais à população

Uma novidade do ranking deste ano foi o aumento de atendimentos de reclamações sobre os serviços de Água, Energia Elétrica e Gás, que, juntos, foram responsáveis por 7,2% das demandas. Com isso, esses serviços passaram a aparecer no ranking como uma categoria própria, diminuindo o percentual classificado como outros.

Com exceção de produtos, todos os outros segmentos apontados no ranking são regulados por órgão federais, o que indica que ainda há caminhos importantes para serem percorridos para a proteção do consumidor.

“Para o Idec, os resultados demonstram que a atuação de agências reguladoras, que são órgãos governamentais com papel de monitoramento, fiscalização, regulamentação e controle com foco no interesse público, ainda é ineficiente para proteger os consumidores e cidadãos de abusos praticados no fornecimento de bens e serviços. Por isso é importante que em semanas como essa, os problemas enfrentados pelos consumidores sejam debatidos e amplificados para toda a sociedade,” destaca Elici Bueno, coordenadora executiva do Instituto.

Fonte: CUT Nacional