Contraf e sindicatos não aceitam redução dos compromissos do BB com a Cassi

Banco é responsável pela assistência à saúde dos funcionário

Contraf e sindicatos não aceitam redução dos compromissos do BB com a Cassi Destaque

Contraf e sindicatos não aceitam redução dos compromissos do BB com a Cassi
A proposta do BB, apresentada em mesa de negociação, tem como objetivos reduzir os aportes do banco para a Cassi, aumentar as contribuições dos funcionários e implantar o voto de minerva no Conselho Deliberativo para dar mais poder ao banco e facilitar a aprovação de mudanças de interesse do BB e prejudiciais aos funcionários. 
 
A proposta acaba com o modelo de contribuição vinculada ao salário, critério que mantém a solidariedade entre as gerações e entre funcionários com remuneração diferente. É este modelo que o banco coloca em risco, um modelo que garante a todo funcionário ativo, aposentado e a seus dependentes assistência equânime, sem discriminação e de acordo com as necessidades de tratamento de cada um.
 
Os pontos centrais da proposta são:

• Aumentar as contribuições dos associados para 4%, mantendo os 4,5% do banco e acabando com a proporção 1x1,5 prevista no estatuto.
• Cobrar R$ 360,57 por dependente de aposentado e R$ R$ 144,23 por dependente de associado ativo.
• Implantar o voto de minerva a favor do banco e entregar duas diretorias da Cassi ao mercado, acabando com a paridade de representação.
• O BB se compromete a subsidiar parte da contribuição por dependente dos ativos.
 
Os representantes sindicais rejeitam esta proposta que acaba com a solidariedade na Cassi; acaba com o modelo de contribuição proporcional ao salário; penaliza mais quem ganha menos, pois a cobrança por dependente não distingue as faixas salariais; penaliza mais os aposentados que os ativos; reduz o poder de gestão dos associados para entrega-lo ao mercado; institui uma forma de aporte do banco (subsídio aos ativos) que não é estatutária e pode ser retirada a qualquer momento. 
 
Banco espalha terrorismo

A direção do banco tem orientado os administradores a estabelecer metas para leitura do relatório da consultoria Accenture, criando clima de terrorismo sobre a situação financeira da Cassi. O banco “esquece” de informar aos funcionários que duas das áreas mais criticadas no relatório são a financeira e a de TI, controladas por diretores indicados pelo banco.   
 
O banco é responsável pela saúde de seus funcionários.
Não aceitaremos que o BB reduza suas contribuições e repasse a conta para os associados.
 
Da Redação