Com voto do eleito Faraco, associados da Cassi terão aumento no valor das coparticipações

Com voto do eleito Faraco, associados da Cassi terão aumento no valor das coparticipações Destaque

Com voto do eleito Faraco, associados da Cassi terão aumento no valor das coparticipações


A partir de 1º de janeiro de 2019, a conta com saúde ficará mais cara para os associados da Cassi. A decisão, tomada pela direção da Caixa de Assistência com o apoio de Sergio Faraco, conselheiro deliberativo eleito, aumenta de 30% para 40% a coparticipação dos associados em consultas, sessões de psicoterapia, acupuntura e visitas domiciliares. Os outros conselheiros deliberativos eleitos votaram contra o aumento dos percentuais de coparticipação.
 
Para aprovar a medida, que já havia sido sugerida e recusada há pouco, o Conselho Deliberativo incluiu dois artigos, o 25-A e o 26-A, ao Regulamento do Plano de Associados (RPA).
 
Também houve alteração de 10% para 20% na coparticipação em serviços que não envolvam internação, como fisioterapia, RPG, fonoaudiologia e terapia ocupacional.
 
“O aumento da coparticipação onera apenas quem está utilizando os serviços de saúde. Além disso, a conta recai somente para os associados, já que o Banco do Brasil não contribui com a coparticipação. Os representantes do banco no Conselho Deliberativo votaram por unanimidade nesse aumento. O que surpreende é um conselheiro eleito, Faraco, ter colocado o tema em pauta no momento em que estava instalado um GT chamado pela própria Cassi para debater a sustentabilidade financeira da entidade. Além disso, foi o único eleito a votar a favor dessa medida, sem debate nenhum com os associados. Ele está representando quem?”, questiona Rafael Zanon, diretor do Sindicato e integrante da Comissão de Empresa dos Funcionários, da onde representa a Federação Centro Norte (Fetec-CUT/CN)
 
Foi entregue ao Banco do Brasil proposta de consenso das entidades que representam os associados, tratando da sustentabilidade financeira da Cassi. Até o momento o patrocinador não respondeu nem agendou mesa de negociações sobre o tema.
 
Associados na luta

Em 20 de julho deste ano, a sede da Cassi em Brasília amanheceu em clima de protesto. Com o apoio do Sindicato e da Contraf-CUT, os associados denunciaram a tentativa do Conselho Deliberativo de votar o aumento da coparticipação e a implantação da CGPAR 23 na Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil.
 
À época, o aumento da coparticipação já havia sido aprovado na diretoria executiva da Cassi, com o voto favorável do eleito Luiz Satoru. O objetivo do ato era dialogar com o Conselho Deliberativo, órgão máximo na governança da Caixa de Assistência, onde o assunto estava pautado para ser votado. O tema não foi apreciado naquela data, voltando à pauta do agora no final de novembro.



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Joanna Alves

Do Seeb Brasília