Cassi: Chapa 1 percorre estados e debate propostas com associados

Cassi: Chapa 1 percorre estados e debate propostas com associados Destaque

Cassi: Chapa 1 percorre estados e debate propostas com associados


Encabeçada por William Mendes, atual diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi, a Chapa 1 - Em Defesa da Cassi tem percorrido diversos estados do país. Nos encontros, foram apresentadas as propostas para a caixa de assistência e debatidos os desafios que os associados à autogestão em saúde têm pela frente. Nos últimos dias, os integrantes da chapa passaram por Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS) e São Paulo (SP).

Dentre as propostas da Chapa 1, que visam a defesa intransigente dos direitos dos funcionários do BB e dos associados da Caixa de Assistência, está a manutenção da solidariedade no Plano de Associados da Cassi. Este princípio, conforme defende a chapa Em Defesa da Cassi, deve abranger todos os funcionários do BB: da ativa, aposentados e futuros bancários.

A luta também inclui a garantia de que o governo ilegítimo não tenha espaço para impor medidas nefastas, como é o caso das resoluções da CGPAR. Para a Chapa 1, nenhuma proposta que ameace a solidariedade será aceita, vinda do BB ou da consultoria paga pelo banco.

O Sindicato dos Bancários de Brasília apoia a Chapa 1 para a eleição que será entre os dias 16 e 28 de março. O pleito renovará parte da Diretoria Executiva, do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal da entidade responsável pelos dois planos de saúde, que hoje atendem mais de 800 mil vidas.

Origem dos déficits

Os déficits no plano de saúde dos trabalhadores do BB têm duas origens principais. Considerando o eixo das receitas, o déficit deve-se à alteração do banco na remuneração dos bancários. Depois de 1996, o BB congelou salários, retirou o anuênio e reduziu o Plano de Cargos e Salários, que garantia uma receita adequada no sistema mutualista de custeio.

No que diz respeito às despesas administrativas, outro fator responsável pelo déficit, a saída está na ampliação do modelo assistencial de Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF). A alternativa à compra de serviços de saúde na rede prestadora dará aos participantes melhores condições de saúde com o uso mais racional dos recursos.

Em relação ao custeio e readequação do orçamento da Cassi, das receitas operacionais, qualquer recurso novo tem que ter a parte do patrocinador Banco do Brasil, como prevê o Estatuto Social, assinado pelo BB com os trabalhadores: 60% para o banco e 40% para os associados.

A Chapa 1 defende o fortalecimento e ampliação da ESF e das CliniCassi, dos programas e políticas de saúde. Além disso, a chapa não concorda com nenhum subterfúgio que só onere associados e alivie o custeio do patrão, como cobrar por dependente, por idade, por uso, por perfil epidemiológico, impor franquia nas internações, aumentar coparticipações, reduzir ou extinguir programas de saúde.

Da Redação