BRB Card descumpre orientação do MPC e põe em risco o BRB Saúde

BRB Card descumpre orientação do MPC e põe em risco o BRB Saúde Destaque

BRB Card descumpre orientação do MPC e põe em risco o BRB Saúde

A geração de empregos é muito importante. Porém, toda contratação deve ser precedida de critérios profissionais, especialmente relacionados à necessidade do serviço. Infelizmente, parece que este cuidado não está sendo observado na BRB Card, que continua contratando de forma intensa, mesmo considerando que boa parte dos serviços foi transferida para o BRB.

É importante frisar que os dividendos da BRB Card constituem a principal fonte de recursos da AEBRB (Associação dos Empregados do BRB). Esses recursos são prioritariamente direcionados para o plano de saúde dos empregados do BRB, que contempla também os próprios funcionários da BRB Card. Como se sabe, em matéria de assistência à saúde, qualquer centavo que se perca faz falta. Assim, é preciso que o controlador (o BRB e seu Conselho de Administração) aja com o rigor e a competência correspondentes ao caso, a fim de que se obtenha o bom senso e se ponha término a esse tipo de gestão.

Excesso de contratações

O que chama a atenção é que, conforme comenta-se no âmbito da BRB Card e do BRB, as contratações ocorridas na BRB Card são de pessoas “amigas”, intimamente ligadas à atual direção da empresa.

Pode ser que parte dessas pessoas não saiba, mas as evidências e os números demonstram que estão sendo jogadas numa aventura administrativa, sob o comando de uma irresponsabilidade patronal. Para comparar: em 2014, ano de seu melhor resultado, a empresa possuía aproximadamente 140 empregados. Agora, no quarto ano da atual gestão, mesmo com resultados declinantes, conta com quase 200.

Outro aspecto negativo é que, aliado a esse número expressivo de contratações, e decorrente dele, está havendo uma intensa substituição de funcionários. A atual gestão demite aqueles com mais tempo de serviço e maior experiência profissional, e contrata “amigos”, iniciantes e sem conhecimento do serviço, fazendo da BRB Card quase uma empresa da “família”, o que vai na contramão da melhor prática gerencial.

O nível de aparelhamento e apadrinhamento na empresa chegou a tal ponto que se reflete até na representação dos funcionários, prevista em acordo coletivo. O correto seria que os representantes dos funcionários defendessem o interesse destes junto à administração da empresa, e uma condição inerente a isso é a independência dos representantes em relação à direção. Diversos funcionários da BRB Card temem que seus representantes não cumpram esse papel, pois atualmente são gerentes contratados pela direção da empresa e ocupam cargos de estrita confiança - uma verdadeira contradição.

O Ministério Público de Contas (MPC) do DF já emitiu parecer contrário à prática de empreguismo praticada na BRB Card e cobrou explicações claras sobre o caráter de diversas contratações na empresa. Contudo, a administração da empresa dá mostras de que não se importa com as recomendações do órgão de controle, provavelmente porque deve se considerar acima das leis e dos princípios administrativos.

O Sindicato denuncia mais uma vez esse empreguismo na BRB Card e cobra uma atitude do BRB, controlador da empresa, e também da AEBRB, acionista minoritário da BRB Card. Aliás, a AEBRB é, certamente, a entidade mais prejudicada com esse desarranjo cometido pela atual gestão da BRB Card. O excesso de contratações desproporcionais e sem os devidos critérios, feitas em grande volume, infelizmente não corresponde ao resultado declinante da empresa. E isso se dá mesmo considerando os esforços de boa parte dos profissionais que suam a camisa no dia a dia.

Da Redação