Banco do Brasil lucra R$ 7,9 bi em meio a desligamentos e aumento de receita com tarifas

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Banco do Brasil lucra R$ 7,9 bi em meio a desligamentos e aumento de receita com tarifas


O Banco do Brasil obteve lucro líquido ajustado de R$ 7,903 bilhões nos nove primeiros meses de 2017, o que representa um crescimento de 45,1% em doze meses e de 15,9% no trimestre. De acordo com o relatório do banco, o resultado foi impactado principalmente pelo aumento das rendas de tarifas e redução da despesa de provisão, comparados aos nove meses do ano anterior. O retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio Anualizado (ROE) ficou em 10,4%, com alta de 2,8 ponto percentual no período.

A Carteira de Crédito Ampliada do banco caiu 7,9% em doze meses e atingiu R$ 677,0 bilhões (queda de 2,7% no trimestre). As operações com pessoas físicas mantiveram-se estáveis em doze meses com ligeiro crescimento no trimestre (0,9%), chegando a R$ 187,2 bilhões. As operações com pessoas jurídicas alcançaram R$ 228,0 bilhões, com queda de 13,5% em doze meses e de 2,6% no trimestre. Já as operações com o agronegócio cresceram 0,8% em doze meses, mas, no trimestre houve queda de 3,9%, somando R$ 180,3 bilhões.

O Índice de Inadimplência superior a 90 dias apresentou alta de 0,44 ponto percentual no período, ficando em 3,94%. As despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD) caíram 5,0%, totalizando R$ 19,7 bilhões. A receita com prestação de serviços e a renda das tarifas bancárias cresceram 9,9% no período, totalizando R$ 19,2 bilhões. As despesas de pessoal, considerando a PLR, caíram 3,1%, atingindo R$ 16,5 bilhões. Portanto, a cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias do banco foi de 116,7%.

A holding, contudo, encerrou setembro de 2017 com 99.305 empregados, com fechamento de 9.854 postos de trabalho em relação a 30 de setembro de 2016. O expressivo fechamento de postos de trabalho se deve à adesão de mais de 9,4 mil trabalhadores ao Plano Extraordinário de Aposentadoria Incentivada (PEAI), anunciado em novembro de 2016. O número de agências se reduziu em 559 unidades, em virtude da reestruturação, que previa, no decorrer de 2017, o fechamento de 402 agências, com outras 379 tornando-se postos de atendimento.

Não há no relatório, porém, menção ao número de PABs, mas, verifica-se que a rede própria do banco foi reduzida em 2.007 pontos de atendimento.


Da Redação