Bancários do BRB e do Banrisul contra ataques privatistas

Bancários do BRB e do Banrisul contra ataques privatistas Destaque

Bancários do BRB e do Banrisul contra ataques privatistas



A luta em defesa dos bancos públicos tem ganhado cada vez mais força pelo país. Como se não bastasse a ofensiva privatista do governo ilegítimo de Michel Temer, que ameaça a manutenção dos bancos públicos nacionais, como a Caixa e o Banco do Brasil, os governos estaduais também tentam atacar os bancos públicos locais, como é o caso do BRB, no DF, e do Banrisul, no Rio Grande do Sul.

Contra a tentativa de desmonte do patrimônio do povo brasileiro, dos brasilienses e dos gaúchos, o Sindicato se une a outras entidades e à população para barrar qualquer ação que coloque em risco os principais agentes financeiros e de desenvolvimento dessas regiões. Em março, inclusive, diretores de Brasília participaram da Assembleia Nacional em Defesa do Banrisul Público, realizada em Porto Alegre (RS).

Mesmo com os diversos serviços que impulsionam o crescimento local, as ações do BRB e do Banrisul também estão sob ataque. A medida, tanto em Brasília quanto no Rio Grande do Sul, só atende aos interesses dos banqueiros privados, tratando de mais um fator de enfraquecimento das instituições.

Novo ataque ao BRB

Em agosto e setembro, bancários e bancárias do BRB somaram forças à luta em defesa das empresas públicas do DF.

Os trabalhadores se mobilizaram contra o Projeto de Lei Complementar (PLC) 122, de autoria do governador do DF, que mexe na previdência dos servidores do GDF e ameaça a manutenção das empresas públicas da capital. O projeto foi aprovado dia 27 de setembro, depois de Rollemberg desconsiderar a pressão dos servidores públicos locais, driblar a Justiça e costurar com a base aliada a aprovação da reforma.

No dia 5 de setembro, bancários e bancárias do BRB se uniram aos trabalhadores da CEB, da Caesb, do Metrô DF e de outras categorias para cobrar a manutenção das empresas públicas em audiência realizada na Câmara Legislativa do DF (CLDF). Com o auditório lotado, deputados distritais firmaram compromisso de defender o patrimônio do povo de Brasília.

Depois de derrubar, em 8 de agosto, o Projeto de Emenda à Lei Orgânica (Pelo) 35/2016, que propunha que os funcionários do GDF não precisassem abrir conta corrente no BRB para receber o salário, o Sindicato e os bancários do banco lutam contra um novo ataque.

De autoria do deputado distrital Robério Negreiros (PSDB), o Pelo 92/2017 pretende retirar do BRB a administração da folha de pagamento dos servidores da Câmara Legislativa do DF (CLDF). A justificativa é de “fazer frente a custos técnicos e operacionais em relação à instituição e a operacionalização de diversos programas sociais para a sociedade do DF”, segundo o projeto.

O documento destaca o viés entreguista ao declarar que o banco “está cobrando taxas abusivas de seus correntistas e a não exclusividade com o BRB seria de pequeno impacto”. Os bancos privados, por acaso, teriam interesse fomentar o desenvolvimento local com seu lucro?

"Essa tentativa desse parlamentar de prejudicar o BRB não tem lastro técnico. É um projeto que atende a interesses obscuros e de preconceito aos trabalhadores e às empresas públicas. Esperamos que a CLDF sequer dê provimento. Mas é preciso vigilância e união", orienta André Nepomuceno, secretário de Bancos Públicos da Fetec-CUT/CN.

Para Cristiano Severo, secretário-geral do Sindicato, os ataques e tentativas de entrega das empresas públicas denotam que grande parte dos políticos tem tido pouco apreço pela coisa pública e pouquíssimo respeito com os funcionários dessas instituições. Para barrar essas negociatas é necessário que estejamos atentos, mobilizados e dispostos a não deixar prosperar qualquer ação de entrega do BRB ou demais empresas do povo, que devem antes de tudo ser instrumento estratégico de políticas públicas, finaliza Cristiano.

Joanna Alves
Do Seeb Brasília