Bancários de Brasília integram ato em defesa das empresas públicas

NA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Bancários de Brasília integram ato em defesa das empresas públicas Destaque

Bancários de Brasília integram ato em defesa das empresas públicas



O auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, foi palco de um grande ato pela manutenção e fortalecimento das empresas públicas brasileiras e contra as investidas privatistas do governo ilegítimo de Michel Temer. A atividade, realizada nesta terça-feira (8), foi promovida pelo Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas e contou com o lançamento do livro “Se é público, é para todos”.

O evento, iniciado com a apresentação de uma esquete da Brigada Lula Livre, recebeu trabalhadores e militantes de diversas empresas públicas do país, além de parlamentares que atuam em comitês e frentes de defesa das estatais. Também participaram da atividade representantes das centrais sindicais CUT Nacional, Intersindical e CTB.

Em entrevista à TV Bancários, a coordenadora do Comitê e representante dos empregados da Caixa no Conselho de Administração da empresa, Rita Serrano, lembrou que o momento exige união e solidariedade da categoria bancária, principalmente para “defender o banco e a qualidade nas condições de trabalho durante a Campanha Salarial de 2018. A política do governo é de corte de empregados, fechamento de agências e diminuição das funções. O desmonte dos bancos públicos começa com a precarização”.

Rita destacou ainda que o atual governo listou 220 empresas para a privatização e, dessas, conseguiu dar vazão a 30%, mas ainda há uma lista emergente com empresas como os ativos da Eletrobras, refinarias da Petrobras e a loteria instantânea da Caixa Econômica Federal.

Fabiana Uehara, diretora do Sindicato e da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), destaca que “a privatização das empresas do povo brasileiro só interessa ao grande capital, mantendo a lógica da grande concentração de riquezas para uma parcela muito pequena da população”. Para a representantes dos empregados da Caixa, a luta contra o fatiamento da empresa deve continuar forte, considerando os ataques à loteria instantânea, ao FGTS e a todo o papel social do banco.

“As investidas contra o BB começaram com o fechamento de várias agências pelo Brasil, unidades do interior do país que, inclusive, fomentavam a economia local. Com a decisão do atual governo de minar as empresas públicas, o BB sofre escassez de pontos de atendimentos e de funcionários nos locais que ainda existem, gerando, assim, um desmantelo na imagem de um dos maiores e mais importantes bancos públicos do mundo”, pontua o diretor do Sindicato e da Contraf-CUT, Jeferson Meira.

Carta aos candidatos

A Carta-Compromisso foi redigida para ser usada nas campanhas eleitorais deste ano, para que os candidatos se comprometam com a defesa e o fortalecimento das empresas públicas e do patrimônio público brasileiro.

O texto completo do documento, aprovado durante a atividade, será disponibilizado em www.comiteempresaspublicas.com.br.

“Se é público, é para todos”

Organizado pelo sociólogo Emir Sader, o livro “Se é público, é para todos” reúne textos de diversos autores sobre a importância das empresas públicas para a soberania e o desenvolvimento nacional. A obra conta com apresentação de Jair Pedro e José Maria Rangel; texto do economista Fernando Nogueira da Costa, sobre bancos estatais; do coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), João Moraes, sobre a trajetória da Petrobras; da Rita Serrano, sobre a história centenária da Caixa; além do próprio Sader, sobre esferas pública, estatal e privada.

Joanna Alves
Do Seeb Brasília