Ato na Rodoviária marca Dia Nacional de Luta em Defesa das Empresas Públicas

PRIVATIZAR NÃO!

Ato na Rodoviária marca Dia Nacional de Luta em Defesa das Empresas Públicas Destaque

Ato na Rodoviária marca Dia Nacional de Luta em Defesa das Empresas Públicas

O Sindicato realizou um grande ato nesta quinta (5), no final da tarde, na Rodoviária do Plano Piloto, para marcar o Dia Nacional de Luta em Defesa das Empresas Públicas e da Soberania Nacional. Portando faixas com frases contestando a privatização das estatais - como “Privatizar é o gol contra o Brasil” - trabalhadores e dirigentes sindicais distribuíram edição especial do Informativo Bancário com esclarecimentos à população sobre os estragos da nefasta intenção do governo ilegítimo de Temer de entregar o patrimônio público brasileiro ao capital privado.

Durante todo o dia, os dirigentes sindicais visitaram diversos prédios de bancos públicos para distribuir o material e conversar com os bancários para alertá-los sobre os ataques privatistas de Temer.

Barrar a intenção privatista

Wadson Boaventura, diretor da Fetec-CUT/CN, reforçou a necessidade de denunciar e barrar os efeitos danosos da intenção privatista do governo ilegítimo. “Enquanto a população está envolvida com a Copa do Mundo, o congresso golpista age na calada na noite. Fiquemos todos atentos”, alertou.

“Assim como está ocorrendo em todo o país, viemos denunciar os ataques que esse governo golpista está promovendo com o nosso patrimônio em prol do capital estrangeiro”, ressaltou o secretário de Imprensa do Sindicato, Rafael Zanon, durante o ato, lembrando que os bancos públicos também estão na mira das privatizações. “O que significa aumento de tarifas e juros, e o fim do financiamento da casa própria, entre outros prejuízos”, citou.

E acrescentou: “É importante que a população se conscientize de que com a privatização os ricos ficarão cada vez mais ricos e os pobres ainda mais pobres”.

“Escolhemos a Rodoviária do Plano Piloto para dialogar com a população por ser um local estratégico. Por aqui, passam diariamente mais de 600 mil pessoas. Precisamos defender o nosso patrimônio, as nossas empresas públicas, construídas com muito sacrifício por gerações e gerações”, destacou o diretor do Sindicato Kleytton Morais. 

O dirigente sindical esclareceu que privatizar representa serviços com menos qualidade e preços mais altos. “É preciso proteger o que é mais sagrado para o povo brasileiro”, disse. Ele observou que os concursos públicos e o programa Primeiro Emprego podem acabar, uma vez que são assegurados via estatais.

A necessidade da conscientização da população aos ataques do governo às empresas públicas foi reforçada pela diretora do Sindicato Martha Tramm. “Corremos o risco de perder serviços essenciais e estratégicos para o país. Os preços da gasolina e do gás de cozinha, entre outros, podem aumentar ainda mais, além do aumento do desemprego e da diminuição da renda. Tudo isso para enriquecer os outros países. A nossa luta vai continuar. É questão de soberania nacional”, advertiu.   

Samantha Sousa, diretora da Fetec-CUT/CN, lembrou que “os bancos estaduais também estão sob risco, destacando o papel que eles desempenham para o desenvolvimento regional, como é o caso do BRB, um dos únicos desse segmento que resiste às ofensivas privatistas.

O diretor do Sindicato Antônio Abdan frisou a importância social da Caixa “por sua atuação em locais desassistidos por outras instituições financeiras e o que isso representa para o desenvolvimento econômico de regiões distantes do Brasil.”

O diretor do Sindicato Paulo Frazão endossou a importância de toda a população estar consciente do que está acontecendo no país e do que poderá vir pela frente, caso o governo privatize as estatais. “A luta é de todos nós. Portanto, venham lutar com a gente”, ressaltou.

 

Repentistas

A ato em defesa das estatais contou a presença dos repentistas João Santana e Valdemar que atraiu a atenção com as letras improvisadas sobre a pretensão de Temer em privatizar o patrimônio público.

Pérolas como essas, agradaram as pessoas que passavam pela Rodoviária:

“Voa sabiá do galho da laranjeira, da pedra da baladeira, vem voando sem parar... governo Temer, esse é o pior de todos, só está querendo nos prejudicar com a insistente intenção de privatizar...

Nosso salário nunca mais teve reajuste. Essa privatização, que retira o nosso patrimônio, é coisa do demônio”.

Mariluce Fernandes
Do Seeb Brasília