Negociações específicas do BRB começam sem definições por parte do banco 

CAMPANHA NACIONAL 2018

Negociações específicas do BRB começam sem definições por parte do banco  Destaque

Negociações específicas do BRB começam sem definições por parte do banco 



O Sindicato realizou nesta quarta-feira (11) a primeira rodada de negociações específicas com o BRB para a Campanha Nacional dos Bancários 2018. Na ocasião, foi fixado o calendário e o procedimento para as negociações, as quais ocorrerão todas as quartas-feiras pela manhã, à exceção da primeira semana de agosto, que será na quinta-feira (2). 

Quanto ao procedimento, as partes -- Sindicato e BRB -- definiram que, durante o debate, será repassada cláusula a cláusula do atual acordo. Na oportunidade, se for o caso, o Sindicato acrescentará aquilo que consta da pauta de reivindicações 2018.  

Outro item discutido foi a assinatura do pré-acordo. Em função do fim da ultratividade pela nova lei trabalhista, que garantia a extensão de um acordo até que um novo fosse assinado, a Contraf-CUT apresentou à Fenaban e a todos os bancos uma minuta de pré-acordo que, entre as cláusulas, assegura a continuidade do atual até que outro seja firmado. 

O BRB afirmou que neste momento não pode se comprometer com o pré-acordo, pois a avaliação jurídica é de que a adesão a ele poderia criar dificuldades caso as negociações se frustrem, embora o banco tenha garantido o firme propósito de negociar à exaustão. E assegurou que fará o esforço necessário para chegar a um acordo antes do término do atual.

“Mesmo que o BRB afirme a disposição de negociar e tentar um acordo até 31 de agosto, data em que vence o atual, a não assinatura do pré-acordo é uma sinalização desconfortante, pois abre a possibilidade de se pensar que o banco queira rediscutir benefícios já incorporados ao quotidiano dos seus empregados. Isto é ruim”, comenta Ivan Amarante, diretor da Fetec-CUT/CN e bancário do BRB, presente à negociação. 

Ainda sobre o assunto, o banco afirmou que, embora no momento a decisão seja a de não assinar o documento, não cogita, em hipótese alguma, suprimir qualquer benefício hoje já pago (tais como os auxílios alimentação/refeição, creche, educação, vale-transporte etc) a partir de setembro, mesmo que ainda não se tenham sido concluídas as negociações. 

O Sindicato também cobrou informações sobre as questões específicas a seguir: 

PCS 

O BRB admite que há um projeto semiacabado, porém, a decisão da atual diretoria é de suspender esta discussão, em função das peculiaridades deste ano, em que haverá eleições, o que poderá ocasionar até na alteração da própria diretoria. 

Novas contratações 

O banco já decidiu que nesta gestão não fará concurso público. E afirma que considera adequado o atual número de funcionários, levando-se em conta a nova configuração que o sistema financeiro está tomando, de investir muito em processos de automação (mobile, banknet, processos digitais), de forma a diminuir sobremaneira o trabalho manual, que demanda mais empregados. 

Homologação de rescisões e negociação individual 

Sobre a reivindicação de manutenção das homologações das rescisões no Sindicato, e a possibilidade de negociação individual prevista na nova lei trabalhista, o BRB disse que ainda não discutiu o assunto, motivo pelo qual ainda não tem como se posicionar. O Sindicato, por sua vez, cobrou um posicionamento a ser apresentado pelo banco na próxima negociação, que ocorrerá no dia 18. 

Incorporação de função 

Com relação à incorporação de função para quem tenha dez anos ou mais de exercício de função comissionada ou atividade gratificada, caso venha a perdê-la por decisão do BRB, a comissão disse que também não tem uma definição sobre o assunto, mas entende que este mecanismo precisa de ajuste. O banco afirmou que um norteador importante nas negociações é a preocupação com a elevação do custo da folha, e uma discussão sobre este item específico deverá observar esta questão. 

“Em que pese termos ajustado o calendário e o rito das negociações, o BRB não apresentou nada que pudesse sinalizar aos empregados a disposição de construir um bom acordo, uma vez que fez questão de enfatizar em mesa a necessidade de contenção de custos de pessoal, não se comprometeu com o pré-acordo e não trouxe resposta para questões fundamentais que foram agredidas com a nova lei trabalhista, como a possibilidade de negociações individuais e ainda a homologação de rescisões à revelia do Sindicato. É um início que nos preocupa”, ressalta o diretor do Sindicato e bancário do BRB Daniel de Oliveira, que esteve na reunião. 

Também estiveram presentes à negociação o diretor do Sindicato Antonio Eustáquio e a diretora da Fetec-CUT/CN Cida Sousa, ambos bancários do BRB.

Da Redação