Negociação com o BB continua na quarta (22), após mesa única da Fenaban

Negociação com o BB continua na quarta (22), após mesa única da Fenaban Destaque

Negociação com o BB continua na quarta (22), após mesa única da Fenaban



O Banco do Brasil reafirmou, nesta sexta-feira (17), na nova rodada de negociação com a Comissão de Empresa dos Funcionários do banco, dentro da Campanha Nacional 2018, a manutenção das cláusulas do acordo que não têm relação com a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e apresentou uma redação de todas as cláusulas discutidas para modificação. Entre as cláusulas, está a de descomissionamento por desempenho, para a qual o banco apresentou proposta de redução dos ciclos avaliatórios.

A Comissão de Empresa informou ao banco que o acordo de quatro anos e a redução dos direitos dos trabalhadores foram rejeitados nas assembleias, realizadas no dia 8 de agosto, e que a mesa tem disposição de continuar a negociação até que se chegue a um acordo ou a uma definição clara de impasse.

O banco se comprometeu a apresentar ainda a redação sobre o banco de horas e o intervalo de almoço que estão sendo discutidos também na mesa única com a federação dos bancos (Fenaban). Nova rodada está marcada para a quarta 22, após a mesa única da Fenaban (nota da Redação: a reunião, que seria na terça, foi remarcada em função da duração da negociação com a Fenaban, que começou à tarde e terminou após as 22h). 

Ainda existem muitos direitos a serem garantidos pelo BB. A negociação, até o momento, tem rendido a manutenção da maioria das cláusulas do acordo coletivo. Entre as cláusulas ameaçadas de saírem do acordo está a das três avaliações para efeito de descomissionamento. Tanto nas visitas à base quanto nas assembleias ficou evidente que os bancários temem a retirada dessa cláusula pela forte ameaça de descomissionamento e perda do cargo. 

"Os recentes desdobramentos das campanhas dos petroleiros e dos Correios mostram que precisamos ter estratégia e unidade nesta fase de afunilamento da Campanha Nacional dos Bancários. Nossos direitos estão em jogo e estamos num cenário de ataque às empresas públicas, tentativa de retirada de conquistas trabalhistas e fragilidade no ordenamento jurídico. As bancárias e os bancários de todos os bancos têm que estar juntos numa construção nacional unificada", orienta o secretário de Imprensa do Sindicato, Rafael Zanon, que representa a Fetec-CUT/CN na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Da Redação com Contraf-CUT

*Atualizada às 22h30 de 21 de agosto