Encontro de bancos privados contribui com organização da luta dos bancários

Encontro de bancos privados contribui com organização da luta dos bancários Destaque

Encontro de bancos privados contribui com organização da luta dos bancários



Os bancários do Itaú, do Santander, do Bradesco, do Mercantil e do CCB Brasil (antigo Bic Banco) concluíram no dia 8, na capital paulista, o Encontro Nacional dos Funcionários de Bancos Privados, que teve como mote ‘Nenhum direito a menos. Lutar, defender e garantir’. Foram três dias de intensos debates acerca do futuro da classe trabalhadora e sobre questões específicas de cada banco. Ficou definido que a estratégia a ser dotada na Campanha 2017 é a defesa do emprego.

ITAÚ: REVISÃO DE METAS

Os bancários do Itaú definiram novas propostas relacionadas a emprego, saúde, condições de trabalho e os impactos das novas tecnologias. “Os participantes do grupo de trabalho de novas tecnologias, por exemplo, apresentaram novas propostas com relação às agências digitais. A pauta inclui o livre acesso dos dirigentes sindicais às unidades e a revisão das metas nas agências que tiveram os seus clientes migrados para as digitais”, destaca Roberto Alves, diretor do Sindicato.

EMPREGO É PRIORIDADE NO BRADESCO

“Os trabalhadores do Bradesco aprovaram reivindicações relativas a emprego e saúde como prioridades dos funcionários do Bradesco para a Campanha Nacional 2017”, informa José Garcia, diretor da Fetec-CUT/CN. Para Raimundo Dantas, diretor do Sindicato, o encontro foi positivo. Ele ressalta que, embora o Bradesco tenha lucrado R$ 4,648 bi neste primeiro semestre, o banco ainda continua com a prática de demissões, um dos principais assuntos debatidos.

SANTANDER: TERCEIRIZAR NÃO

Os bancários do Santander prepararam um plano de lutas contra as reformas trabalhista e da Previdência e para minimizar os impactos da terceirização e da reestruturação do banco e uso de novas tecnologias sobre o emprego e as relações de trabalho. “Durante o encontro, o Dieese apresentou balanço do Santander que aponta lucro recorde de R$ 2,280 bi no primeiro semestre deste ano, um crescimento de 37,3% em 12 meses”, destaca a secretária de Administração do Sindicato, Rosane Alaby.

Da Redação