Contra reestruturação, bancários da Caixa protestam em Dia Nacional de Luta

Contra reestruturação, bancários da Caixa protestam em Dia Nacional de Luta Destaque

Contra reestruturação, bancários da Caixa protestam em Dia Nacional de Luta

Os empregados e empregadas da Caixa protestaram em todo o país, nesta terça-feira (15), contra a reestruturação em curso na empresa. A mobilização organizada pelo Sindicato em Brasília, neste Dia Nacional de Luta, quando ocorreu rodada de negociação entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e a empresa, se concentrou em frente ao Matriz III e reforçou a posição dos trabalhadores contra a precarização das condições de trabalho.

A ação também cobrou mais respeito da Caixa aos direitos conquistados pelos trabalhadores, uma vez que o processo de reestruturação tem sido implementado sem consulta aos atingidos. Entre as medidas anunciadas pela empresa estão a ampliação do programa GDP (Gestão de Desempenho de Pessoas), considerado uma ferramenta de assédio moral institucionalizada, a verticalização, que prejudica clientes, principalmente os de baixa renda, a migração de trabalhadores e a extinção de filiais. A Caixa pretende fechar 131 unidades internas e administrativas, mantendo 293 dos 424 departamentos em todo o país.

 Em Brasília, serão encerradas as atividades da Gerência Integrada de Gestão de Pessoas (Gipes/BR), responsável, entre outras demandas, pela gestão do plano de saúde dos empregados da empresa, o Saúde Caixa. Com a redução do quadro funcional do departamento, ficam dificultadas as autorizações para procedimentos médicos, sem contar que será extinto o atendimento presencial dos usuários. Em ofício enviado ao diretor de Pessoas da Caixa, o Sindicato demonstra preocupação com a extinção da unidade e cobra explicações sobre como se dará o processo de gestão do plano de saúde, entre outras atividades de competência da Gipes, como SESMT e PCMSO.

“A Caixa precisa garantir os empregos dos trabalhadores lotados nas áreas afetadas, pois, até o momento, eles estão impedidos de participar dos Processo Seletivos Internos, os PSIs. Além disso, se a empresa fecha uma unidade, deve garantir que nenhum empregado ficará sobrecarregado com o aumento de demanda”, alerta a diretora do Sindicato Rafaella Gomes.

Outra medida da Caixa duramente criticada é a redução de postos de trabalho no banco, que chegou a ter 101 mil empregados em 2014 e poderá ficar com menos de 90 mil após o Programa de Desligamento Voluntário Extraordinário (PDVE), reaberto em 14 de julho pela empresa.

Caixa 100% pública

Para a diretora do Sindicato dos Bancários de Pernambuco e da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Anabele Silva, a reestruturação e, consequentemente, o desmonte da empresa afetarão sobremaneira a manutenção de programas fundamentais para o povo brasileiro.

“O acesso aos programas sociais como Bolsa Família, PIS, Fies, de saneamento e habitação, por exemplo, estão fortemente ameaçados com a ofensiva do governo Temer. A Caixa, como patrimônio do país, deve ser defendida por todos, empregados e população, já que não existem políticas públicas se não houver bancos públicos”, destaca Anabele.

 

Joanna Alves
Do Seeb Brasília