Banco do Brasil propõe reduzir prazo para descomissionamento e não avança na pauta

Banco do Brasil propõe reduzir prazo para descomissionamento e não avança na pauta Destaque

Banco do Brasil propõe reduzir prazo para descomissionamento e não avança na pauta



Na quarta reunião de negociação da mesa específica do Banco do Brasil pela Campanha Nacional dos Bancários 2018, realizada nesta quinta-feira (26), foram tratados temas relativos às cláusulas sociais e sindicais, envolvendo a representação dos delegados e dirigentes sindicais.

Nas cláusulas sociais, o banco sinalizou a renovação dos itens já constantes no atual acordo, com promessa de apresentar redação de alguns itens que foram debatidos.

Um dos debates colocados foi de se avançar na cláusula de ausências por motivo de falecimento de parentes, acrescentando nesse item as madrastas e padrastos. A argumentação da Comissão de Empresa para essa questão é que não se trata apenas de se ter um controle de quem é ou da quantidade de madrastas e padrastos, mas a do luto de um ente familiar, mesmo que não constante nos registros de nascimento.

Descomissionamento por GDP

Um dos principais pontos debatidos foi a contraproposta do banco de redução para apenas 1 ciclo avaliatório de GDP o período para descomissionamento decorrente de avaliação funcional.

"Além de não apresentar respostas às propostas do funcionalismo, o BB ainda tenta promover retrocessos nos direitos previstos no acordo, como é o caso da proteção do cargo comissionado. O banco precisa iniciar de fato o processo negocial, já que até agora só respondeu com promessas de estudo às propostas dos bancários", criticou o diretor do Sindicato e representante da Fetec-CUT/CN na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, Rafael Zanon.

A argumentação do BB é que a avaliação com 1 ciclo igualaria todos os funcionários com cargos comissionados. A Comissão de Empresa argumentou que a proposta traz mais insegurança para os funcionários e pode facilitar as situações de assédio e perseguição. Os bancários relataram que nas reuniões que os superintendentes vêm realizando em todo o país há abertamente a orientação aos gestores para aumentar o número de anotações na GDP com o objetivo de facilitar os descomissionamentos.

A Comissão de Empresa apresentou vários argumentos que mostram que a GDP não vem sendo seguida há muito tempo, como, por exemplo, ao não observar a média das avaliações e as notas dos pares e subordinados.

Outro argumento apresentado é que, ao considerar apenas 1 ciclo, o banco aumenta o risco de adoecimentos, uma vez que os funcionários correm o risco de adiar inclusive ausências para tratamento de saúde, já que a pressão está maior o tempo todo.

Previdência complementar

Sobre planos de previdência complementar, o banco informou que está tratando internamente sobre a proposta da minuta de melhoria dos planos de previdência patrocinados pelo banco e também envolvendo os funcionários de bancos incorporados.

O banco adiantou na primeira mesa de negociação a possibilidade de revisão da fórmula PIP (Pontuação Individual do Participante) constante no regulamento da Previ.

Problemas nos pedidos de férias

Os representantes dos funcionários relataram os problemas que vêm acontecendo nas solicitações de férias, quando as cobranças de adiantamentos acontecem antes do crédito. Os funcionários relataram que, na prática, é como se as pessoas pagassem para tirar férias.

O banco informou que os problemas decorrem da operacionalização do E-Social e que está discutindo internamente uma forma de amenizá-los.

Parcelamento de férias

O banco apresentou a proposta de abrir a possibilidade de parcelamento de férias em três períodos, dentro das regras vigentes na nova legislação. Para este tema, o BB apresentará uma proposta de redação na mesa de negociação.

Pauta dos funcionários LGBTI

Os representantes dos funcionários debateram com o BB os pontos da pauta de reivindicações dos funcionários LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e pessoas intersexo) construída no Congresso dos Funcionários, informando que a Comissão de Empresa da Contraf-CUT apoia a pauta desses trabalhadores apresentada diretamente em outras instâncias do BB, mostrando as ações que vêm sendo desenvolvidas para esse público.

Foram informadas ainda que algumas questões envolvendo o nome social em todos os sistemas de identificação têm apresentado pequenos problemas. O banco informou a existência de normativo específico e vai verificar. Os representantes do BB falaram que a instituição tem apoiado as ações e que ele foi o primeiro grande banco brasileiro a aderir aos padrões de conduta para empresas, criados pela ONU (Organização das Nações Unidas), que contribui para demonstrar a clientes, funcionários e acionistas o apoio a pessoas LGBTI.

Vale Cultura

Também foi cobrada a volta do pagamento do Vale Cultura. O BB respondeu que aguarda definição da mesa da Fenaban sobre o tema.

Da Redação com Contraf-CUT