Bancários dizem BASTA de retrocessos e cobram avanços da Fenaban

Bancários dizem BASTA de retrocessos e cobram avanços da Fenaban Destaque

Bancários dizem BASTA de retrocessos e cobram avanços da Fenaban


Contra os desmandos e retrocessos do governo ilegítimo de Temer e em defesa do emprego, da aposentadoria e dos direitos trabalhistas, as centrais sindicais, sindicatos e movimentos sociais realizaram nesta sexta-feira (10) o Dia do Basta, com paralisações, atrasos de turnos e atos nos locais de trabalho e nas praças públicas de grande circulação de todo o país. Em Brasília, o foco foram as agências bancárias do Setor Comercial Sul, Setor Bancário Sul, Taguatinga e Ceilândia.

Os bancários e bancárias paralisaram as atividades das unidades por uma hora. Durante esse período, diretores do Sindicato entregaram panfletos e dialogaram com os trabalhadores e com os clientes e usuários sobre o retrocesso que atinge o país com o governo ilegítimo.

“Os bancários disseram um basta à Fenaban (federação dos bancos), que colocou como proposta de acordo reajustar apenas pela inflação do período (INPC cheio), com vigência por quatro anos, os salários e demais verbas econômicas, como PLR, vales e auxílios. Queremos uma proposta decente”, enfatizou o presidente do Sindicato, Eduardo Araújo.

A diretora da Fetec-CUT/CN Louraci Morais endossou: “Após seis rodadas de negociação, a Fenaban continua enrolando e não garante os nossos direitos, num total descaso dos banqueiros. Portanto, essa mobilização é para os bancários mostrarem sua indignação por tudo que vem ocorrendo no país e particularmente nos bancos. O Itaú, por exemplo, obteve um lucro de quase R$ 13 bilhões no semestre e, no entanto, é recordista de demissões”.

A diretora do Sindicato Vanessa Sobreira esclareceu que, após uma série de negociações com os banqueiros, o debate de manutenção dos direitos dos trabalhadores não avançou. Ela explicou que a reforma trabalhista acabou com a ultratividade e, com isso, os acordos não estão garantidos até a renovação de um novo acordo.

“A partir do dia 31 de agosto (a data-base da categoria é 1º de setembro), os bancários perdem todos os direitos se não fecharmos um acordo antes ou um pré-acordo. Nós propusemos este pré-acordo aos banqueiros, mas eles recursaram. Na verdade, está sendo uma série de nãos. Além disso, no país inteiro está se vivendo um grande retrocesso. Por isso, a categoria bancária está unida à classe trabalhadora para combater todo o abuso desse governo ilegítimo”, pontuou Vanessa.

Cenário caótico

Marianna Coelho, diretora do Sindicato, destacou que o Brasil vive um cenário caótico, de desemprego e de privatização do patrimônio público. “Com isso, nós, que somos funcionários do BB e dirigentes sindicais, temos feito um grande esforço para garantir os empregos de nossos colegas e a manutenção do BB como banco público”.

“Estamos dizendo um basta a tanta falta de respeito que estamos sofrendo, como população, como classe trabalhadora e, acima de tudo, como seres humanos. O que está acontecendo é desumano”, desabafou a diretora do Sindicato Raissa Fraga.

A diretora do Sindicato Martha Tramm conclamou: “Basta de juro alto, desemprego, serviço ruim, basta de não termos direito à água, a um salário justo, basta de corrupção, roubalheira, privatizações. Estamos aqui lutando pelo direito de um banco público que ofereça crédito de forma justa à população. E pedimos a colaboração, compreensão e participação de todos nesta luta”.

Retrocesso e precarização


Wescly Queiroz, diretor da Fetec-CUT/CN, acrescentou: “O Dia do Basta é um protesto contra o desemprego crescente e contra a retirada de direitos da classe trabalhadora. Esta mobilização está ocorrendo país afora para dar um basta ao retrocesso patrocinado por esse governo ilegítimo”.

“O Dia do Basta é para pedir o apoio da população na nossa Campanha Nacional e contra esse governo golpista que está vendendo todas as nossas empresas estatais, tirando os nossos direitos trabalhistas, precarizando o nosso plano de saúde, a fim de forçar a venda da nossa empresa (Caixa) e ainda precarizando todo o SUS”, complementou Ilva José Alves (Duda) – diretora da Fetec-CUT/CN.

Mariluce Fernandes
Do Seeb Brasília